Ontem, 14/06/2025, tive a oportunidade de participar do Caipira Ágil 2025, em Campinas — um evento muito bem organizado, com conteúdo de altíssimo nível, networking qualificado e uma infraestrutura impecável. Parabéns à organização pela excelência.

Levo daqui reflexões extremamente relevantes para quem atua em transformação, gestão de portfólio, produto e operações digitais. Compartilho alguns dos principais aprendizados dos workshops e palestras que acompanhei:

🔭 A Agilidade Hoje e o Futuro: Oportunidades e Tendências para sua Carreira com Anderson Hummel
Uma excelente análise da linha do tempo da agilidade:
2001 – Ágil de Guerrilha
2010 – Ágil Formal
2017 – Ágil Escalado
2024 – Ágil Pragmático, que se consolida como o novo normal.
O mercado passou recentemente por um ajuste expressivo, reflexo do cenário econômico global — o que acendeu um alerta para quem atua na área: é necessário evoluir do discurso para a entrega real de valor, de forma pragmática e orientada ao negócio.

🎯 Gestão de Portfólio na Prática com Natalia Manha
A construção de um portfólio robusto precisa equilibrar contexto externo, dados e validação de pilotos. Me marcou muito a reflexão de que, se não houver espaço para inovação e disrupção — inclusive projetos sem ROE claro no início —, as empresas comprometem sua sobrevivência no longo prazo. A combinação de Kanban de Portfólio, Lean Portfolio Management e adaptações contextuais é fundamental.
Também conheci o TRL (Technology Readiness Levels), um framework originado na NASA, que apoia na gestão dos diferentes níveis de maturidade de iniciativas inovadoras.

🔥 Gestão de Backlog na Prática com Allan Rett Ferreira
Uma fala extremamente pragmática sobre backlog e priorização. Refleti muito sobre como requisitos não funcionais são pré-condições inegociáveis. Se não for viável tecnicamente, nem se começa.
Levo também uma técnica prática para fatiamento de épicos — o The SPIDR, que ajuda a quebrar trabalhos grandes considerando: Fluxo, Interface, Dados, Regras e Spikes. E um lembrete essencial: nem toda história precisa ser INVEST, desde que atenda ao propósito do fatiamento incremental.

✈️ Flight Levels com Business Map com Jose JR
Uma visão madura sobre como o Flight Levels permite conectar estratégia à operação, sem necessariamente mexer na estrutura organizacional — mas sim na estrutura operacional, criando melhores caminhos para resolver os problemas.
Ficou evidente como o maior desafio nas organizações não é a comunicação, mas sim os conflitos de interesses entre áreas e pessoas. E como o Flight Levels não impõe métodos, mas sim foca na visibilidade do trabalho e na conexão entre os níveis organizacionais.

🔗 Agradeço à organização do Caipira Ágil e aos palestrantes pela troca de alto nível. Eventos assim fortalecem a comunidade ágil. Uma satisfação viver essa experiência com meus colegas da Cielo e meus parceiros de time Jéssica Varanda, Renata Cruz, Karla Fabiane Fernandes, Tamires Borges e Lucas Floriano

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